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Posts de Vilson Camargo Feliciano

Jornalista, Gestor público e Líder comunitário.

Coritiba. Cada vez mais longe da série A

coxaCom o  resultado de empate no jogo contra o Figueirense, o time Coxa deixa escapar a grande oportunidade de se aproximar do G4. A rodada favoreceu e o Alviverde só dependia dele, mas ficou no empate em 2×2 com o fraco time do Rogério Micalle. Não se pode negar que o time mostrou-se bem armado, com um padrão  de jogo, que não víamos há muito tempo.  Apesar de podermos ver o trabalho do Argel, o ataque finalmente funcionando, tivemos nosso herói maior numa noite infeliz. Wilson na minha opnião falhou nos dois lances em que foi exigido, permitindo ao Figueira alcançar o empate e só não obteve a vitória porque João Paulo, acertou a trave na cobrança de pênalti. Não é impossível, mas a série A, ficou bem mais distante. Neste jogo, a vitória era crucial, o time tinha consciência disso.

Govrnador eleito Ratinho Junior promete colocar em cada escola um soldado

 RatinhoO governador eleito, Ratinho Jr, pretende colocar um PM aposentado em cada uma das 2.149 escolas públicas estaduais. Trata-se do programa “Escola Segura”.Se  considerarmos os três turnos, serão necessários 6.447 policiais, que não vão trabalhar de graça, óbvio. Para quem anuncia há meses que vai enxugar a máquina pública, não seria contratação demais para um governo só? ou tô exagerando?

fonte:contraponto

Secretaria de Educação oferece 58 cursos gratuitos em 184 cidades do Paraná; veja opções

Secretaria de Educação oferece 58 cursos gratuitos em 184 cidades do Paraná (Foto: Giuliano Gomes/PR Press)Interessados têm até 21 de junho para fazer inscrição; aulas começam em 30 de julho.

Secretaria Estadual de Educação do Estado (Seed) recebe inscrições para 58 cursos gratuitos em 184 cidades do Paraná. Os interessados têm até 21 de junho para fazer a inscrição.

Os cursos são presenciais e ofertados para quem concluiu o ensino médio; para quem concluiu o ensino fundamental e tem mais de 18 anos; e também para quem concluiu o curso técnico vinculado.

O tempo de duração dos cursos varia de seis meses a três anos. Veja abaixo as opções ofertadas:

  • Curso Técnico em Administração;
  • Curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde;
  • Curso Técnico em Agroecologia;
  • Curso Técnico em Agroindústria;
  • Curso Técnico em Agronegócio;
  • Curso Técnico em Agropecuária;
  • Curso Técnico em Alimentos;
  • Curso Técnico em Análises Clínicas;
  • Curso Técnico em Biocombustíveis;
  • Curso Técnico em Biotecnologia;
  • Curso Técnico em Celulose e Papel;
  • Curso Técnico em Comércio Exterior;
  • Curso Técnico em Contabilidade;
  • Curso Técnico em Cozinha;
  • Curso Técnico em Cuidados de Idosos;
  • Curso Técnico em Desenho da Construção Civil;
  • Curso Técnico em Design de Interiores;
  • Curso Técnico em Edificações;
  • Curso Técnico em Eletroeletrônica;
  • Curso Técnico em Eletromecânica;
  • Curso Técnico em Eletrônica;
  • Curso Técnico em Eletrotécnica;
  • Curso Técnico em Enfermagem;
  • Curso Técnico em Enfermagem do Trabalho;
  • Curso Técnico em Estética;
  • Curso Técnico em Eventos;
  • Curso Técnico em Farmácia;
  • Curso Técnico em Florestas;
  • Curso Técnico em Fruticultura;
  • Curso Técnico em Guia de Turismo;
  • Curso Técnico em Gestão de Resíduos;
  • Curso Técnico em Hospedagem;
  • Curso Técnico em Informática;
  • Curso Técnico em Logística;
  • Curso Técnico em Manutenção e Suporte em Informática;
  • Curso Técnico em Mecânica;
  • Curso Técnico em Mecatrônica;
  • Curso Técnico em Meio Ambiente;
  • Curso Técnico em Móveis;
  • Curso Técnico em Nutrição e Dietética;
  • Curso Técnico em Paisagismo;
  • Curso Técnico em Portos;
  • Curso Técnico em Produção de Áudio e Vídeo;
  • Curso Técnico em Prótese Dentária;
  • Curso Técnico em Publicidade;
  • Curso Técnico em Qualidade;
  • Curso Técnico em Química;
  • Curso Técnico em Recursos Humanos;
  • Curso Técnico em Redes de Computadores;
  • Curso Técnico em Saúde Bucal;
  • Curso Técnico em Secretariado;
  • Curso Técnico em Segurança do Trabalho;
  • Curso Técnico em Serviços Jurídicos;
  • Curso Técnico em Sistemas de Energia Renovável;
  • Curso Técnico em Transações Imobiliárias;
  • Curso Técnico em Teatro;
  • Curso Técnico em Vendas;
  • Curso Técnico em Vestuário;
 Detalhes sobre os cursos, o interessado deve acessar o site da secretaria e clicar na opção que mais lhe interessa.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas diretamente nos estabelecimentos de ensino que ofertam o curso pretendido.

O candidato deve entregar Ficha de Inscrição e da Ficha de Pontuação preenchidas, disponíveis na Orientação Conjunta n.º 01/2018; fotocópia e original do RG e CPF; fotocópia e original do histórico escolar ou declaração de conclusão de curso/ensino; declaração emitida pela instituição de ensino para aluno bolsista; termo de ciência do estágio obrigatório preenchido, quando existir estágio no curso; comprovante de renda familiar.

Para interessados em estudar nos Centros Estaduais de Educação Profissional (CEEPs), Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola (CEEPA), Colégios Agrícolas Estaduais (CAEs) e Centro Estadual Florestal de Educação Profissional (CEFEP), as inscrições também podem ser feitas online, por meio da página de cada instituição de ensino.

A instituição de ensino deve organizar uma palestra e oferecer aos candidatos informações acerca do currículo do curso escolhido e perfil do profissional.

O candidato é informado no ato da inscrição a data e o local da atividade.

As aulas começam no dia 30 de julho e ocorrem em escolas estaduais.

Anvisa aprova dois novos medicamentos para o tratamento da psoríase

De causa desconhecida, a psoríase forma lesões escamosas na pele, que se relacionam ao sistema imunológico do paciente.

anvisa

Dois novos medicamentos foram incorporados ao tratamento da psoríase no Brasil. Aprovados no fim de março pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os remédios são indicados a pacientes com psoríase, que obtiveram, ou não, resultados com os tratamentos anteriores.

O Tremfya, cuja substância é o guselkumab, trata-se de um produto biológico novo, indicado ao tratamento de adultos com psoríase em placas, ou as lesões secas e com escamas na pele. O medicamento pode ser administrado a pacientes em estágios de moderado a grave da doença, e que são candidatos à terapia sistêmica ou fototerapia.

Já o Otezla, cujo fármaco é o apremilast, é um medicamento sintético também destinado para controle da psoríase crônica em placas, de moderada a grave, e voltado aos pacientes que não tiveram respostas a outros tratamentos, ou que são intolerante a outras terapias sistêmicas ou fototerapias. Pacientes com artrite psoriásica ativa podem se beneficiar do Otezla, especialmente quem mostrou intolerância à terapia com medicamentos antirreumáticos modificadores da doença.

Fonte: https://marcioantoniassi.wordpress.com

Como manter a Vitamina D em uma cidade que tem menos sol por ano do que Londres

Levantamento realizado pelo laboratório Frischmann Aisengart mostrou que maior parte dos curitibanos até os 60 anos estão com bons níveis de vitamina D.

nublado

Curitiba tem menos dias de sol em comparação a outras capitais mundiais, como Nova York, Berlim e Praga. Até mesmo para Londres, a capital do nevoeiro, perdemos em dias ensolarados . Em 2013, tivemos apenas 116 dias com sol, enquanto os ingleses viram o astro em 142 dias no ano, de acordo com um levantamento preciso feito pela Embratur.

Com a exigência do sol, curitibanos tendem a achar que não possuem a substância em quantidade suficiente para tamanha responsabilidade no organismo – mas eles estão enganados. Em um levantamento feito pelo Laboratório Frischmann Aisengart, realizado a pedido do Viver Bem, da Gazeta do Povo, buscamos saber quantos curitibanos estão, de fato, com os níveis de vitamina D em falta. Para tanto, foram analisados exames feitos recentemente (entre os dias 1º de março a 31 de outubro de 2017) para dosagem da vitamina D25, entre os curitibanos e moradores da região metropolitana da capital, que também sofrem com os dias nublados. No total, foram verificados 191.953 exames de vitamina D.

Como resultado, mais da metade (69%) dos exames indicou que os curitibanos apresentam a vitamina D em níveis adequados – ou dentro do esperado. Por sua vez, 31% deles estavam com os índices abaixo do esperado. Os valores de referência considerados adequados para o laboratório são, pensando em uma população saudável abaixo dos 60 anos (que foi, inclusive, a maioria [72%] dos pacientes cujos exames da vitamina foram analisados), mais que 20 ng/mL. Para os pacientes acima dos 60 anos, e grupos de risco, os valores de referência são de 30 a 60 ng/mL.

Jovens x idosos – Em um recorte dos resultados a partir da faixa etária mais prevalente dos exames, abaixo dos 60 anos, o laboratório indicou que 77,9% estavam dentro da normalidade (ou com níveis acima de 20 ng/mL) e apenas 22,1% estavam abaixo dos níveis considerados normais. No total, foram analisados 138.383 exames entre essa faixa etária. Entre os idosos, porém, dos 53.570 exames realizados com pacientes acima dos 60 anos, o resultado indicava o contrário: apenas 45,1% estavam dentro dos índices considerados normais (ou ter níveis de vitamina D entre 30 a 60 ng/mL), e 53,5% estavam abaixo.

Ainda, 746 pessoas, ou 1,4% da amostra, tinham níveis considerados acima da normalidade. Idosos com níveis baixos de vitamina D são mais preocupantes, de acordo com informações da médica endocrinologista Myrna Campagnoli, especialista do laboratório. A vitamina D é considerada um hormônio fundamental para o funcionamento adequado de todo o organismo, principalmente o intestino, rim, ossos e glândulas paratiroides.

Linha verde: Obra demorada e custosa para o contribuinte.

Dos R$ 174 milhões em recursos para obras de infraestrutura e saneamento, R$ 116milhões vão ser gastos na linha verde diz Greca.

linha VERDE

 

O Ministro das Cidades, Alexandre Baldy e a governadora Cida Borghetti assinaram um termo de compromisso destinando R$ 174 milhões em recursos para obras de infraestrutura e saneamento em Curitiba e região metropolitana.

Deste valor, aproximadamente R$ 122 milhões serão destinados apenas à capital. Segundo informações, as obras da Linha Verde terão R$ 116 milhões de investimento para alargamento de viadutos e canaletas, assim como a construção de trincheiras no eixo Norte-Sul da capital.

LIGEIRAO

O prefeito Rafael Greca disse que os recursos também podem viabilizar o Ligeirão Leste-Oeste e concluir o Norte-Sul, que já está em operação. De acordo com o prefeito, o viaduto da Victor Ferreira do Amaral, com ligação de Piraquara a Curitiba, também deve ser entregue. A obra é um viaduto triplo para a Linha Verde, para uma via e permite um terminal de integração do transporte coletivo.

As obras estão previstas para serem concluídas até 2020. Ao todo, serão três meses de licitação.

fonte: http://www.diariodotransporte.com.br

“Tente controlar quem você ama, e os dois adoecerão”, escreve Augusto Cury

augusto

Em sua terceira obra sobre ansiedade, o escritor, psiquiatra e psicoterapeuta Augusto Cury se aprofunda naquilo que considera o vilão dos relacionamentos atuais. O resultado desta pesquisa e reflexão está em “Ansiedade 3 – Ciúme”.

No livro, publicado pela editora Benvirá, o autor destaca a importância da boa gestão da emoção e a necessidade de amar com inteligência.

Cury afirma por exemplo que o ciúme é como “algemas invisíveis”. Aprisiona tanto o ser amado como aquele que supostamente ama. “Controlar o outro é uma forma atroz de torná-lo sua posse e não seu parceiro”, afirma ele em uma passagem.

“Tente controlar quem você ama, e os dois adoecerão”, adverte.

O livro mostra que o ciúme sempre esteve presente na história da humanidade e aponta como a forma de encará-lo foi mudando ao longo do tempo. De “tempero das relações” o ciúme passou a ser um sinal de que algo está faltando dentro de nós.

Cury propõe também alguns exercícios, lições e o cultivo de hábitos para quem quer ou precisa lidar com o ciúme. São conselhos do tipo ter um romance com sua história antes de se relacionar com outra pessoa, ser transparente ou não ser um carrasco de si mesmo.

Lido em mais de 70 países, Augusto Cury também é autor de dezenas de livros, entre eles “Inteligência Multifocal”, “Ansiedade”, “Ansiedade 2”, “Nunca Desista de Seus Sonhos”, “Superando o Cárcere da Emoção” e “Dez Leis para Ser Feliz”, entre outros.

Madrinhas da Beleza revelam rotina de cuidados de suas mães

Maio é o mês das mães. Dessas mulheres que tanto representam força e inspiração! Com elas, aprendemos questões importantes sobre a vida. É nelas que espelhamos muitas de nossas ações.

E por que isso seria diferente quando o assunto é beleza? Muitas mães introduzem os filhos e filhas no mundo dos cuidados pessoais. Com as madrinhas do Cenário da Beleza, não foi diferente! Elas aprenderam muito com suas mamães, influenciadas pela rotina de beleza que cada uma delas mantém.

Para entrar no clima desse mês tão especial, Chris Preta, Day Lima, Rafa Ronconi e Sofia Oliveira contaram como suas mães tratam da aparência no dia a dia.

*Para ver as dicas Clic no nome das madrinhas.

Chris Preta

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Chris e dona Marli são puro amor! ❤ (Foto: Arquivo pessoal)

“Hoje, vou falar da minha rainha, minha mãe! Ela é muito vaidosa e adora se cuidar. Somos em 5 filhas e desde pequeninas já tínhamos uma rotina de beleza definida. Cuidávamos dos cabelos, fazíamos hidratação, penteados variados, trocávamos looks… Ela ama passar cremes, arrumar os cabelos, fazer massagens. É viciada em spa caseiro! Faz máscara de argila e esfoliação enquanto assiste a séries (outro vício!), para dar aquele tempinho de o produto agir. Ela me ensinou muito!”

Day Lima

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“A minha ‘Creidona’ ama cremes de rosto, é dia e noite ‘lambuzando’ a cara [risos]. E o retoque de raiz dos cabelos é sagrado! Acontece de 15 em 15 dias. Mas, ao contrário de mim, ela não gosta de make. Para se sentir poderosa, gosta de sair pra dançar em cima de um salto. Isso a deixa empoderada! Com ela, aprendi a fazer manicure e escova. Sou fã da minha mãe!”

Rafa Ronconi

rafa-e-mae-3Rafa e sua mãe, Mirian. São parecidas, né? (Foto: Arquivo pessoal)

“Minha mãe é muito prática! Ela se cuida, mas não gosta de perder tempo com muitas etapas e procedimentos. Não dispensa uma pele bem hidratada e cremes anti-idade antes de ir dormir. O momento de vaidade da ‘mamis’ é ir ao salão para fazer o cabelo e a mão. Mesmo com sua rotina muito corrida, ela reserva um tempo na semana para fazer essas coisas que adora!”

Sofia Oliveira

foto-com-mae (4)Sofia e Jacqueline, ambas cheias de estilo! (Foto: Arquivo pessoal)

 “Minha mãe sempre me deu um bom exemplo com sua rotina de beleza, lembrando que atitudes básicas, como alimentação equilibrada, exercícios físicos e beber muita água, são fundamentais para manter a beleza e a saúde em dia. Ela se preocupa muito com a proteção da pele, usando sempre o protetor solar. Também me ensinou a hidratar todo o corpo, rosto e cabelos. Ela acredita que a escolha de produtos confiáveis são muito importantes, pois é preciso prestar atenção quando o assunto é seu próprio bem estar.”

Quando se é mãe e o próprio ar de um filho com doença rara

doenca raraMeu povo, inicio a Semana das Mães aqui no blog já botando as emoções nas alturas, já aquecendo os corações para as melhores reflexões sobre família, sobre o cuidar, sobre maternidade e sobre o criar uma criança, sob qualquer condição.

Convidei a Graziela Ducati, mãe do Pedro, um queridão de sete anos, que convive com uma doença rara, grave e degenerativa desde quando era um brotinho de gente, para abrir as comemorações dessa data, que é especialmente importante para as pessoas com deficiência (pois, em geral, é a mãe quem segura o piano).

Pedro necessita de um respirador para tocar seu cotidiano. A mãe, desde sempre, promove o que for preciso para que o garoto vá adiante: carrega equipamentos, enfrenta olhares, engole preconceitos e até “respira” pelo filho, caso isso seja necessário. Boa leitura!

♥

A famosa frase “você é o ar que eu respiro” sempre denota a condição de amor profundo, amor que não falta nunca, aquela pessoa que não podemos viver sem porque sem ela nossa vida acabaria. Sempre presente nos romances, nos apaixonados, condição tão gostosa da vida.

Nunca imaginei ser esse “ar”. Mas o meu filho Pedro veio e me mostrou que eu sou o ar que ele respira. Mais que isso: sou seus braços, suas pernas, sua boca, sua MÃE.

Pedro tem A.M.E. tipo 1 (Atrofia Muscular Espinhal), doença genética, degenerativa, sem cura. Vive sob respiração artificial, alimenta-se por sonda, não fala, não se movimenta, mas seu cognitivo é totalmente preservado (e como é!).

doencarara3Pedro Pedro no meio do papai, Denis, e da mamãe, Grazi Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Descobrimos sua doença aos cinco meses de idade e desde então a vida me dá todos os dias duas opções: acordar e chorar por todas as dificuldades que enfrento, como: preconceito, falta de profissionais qualificados para lidar com a A.M.E., falta de acessibilidade, falta de inclusão, dores no corpo, falta de tempo para mim (como esposa, filha, amiga, mulher), jogo de cintura para lidar com Home Care, medo de perder o Pedro, lidar com o psicológico dele (o garotão é ligado em tudo e já conhece suas limitações), medo de morrer e imaginar quem cuidará do Pedro caso isso aconteça e mais inúmeras situações.

A segunda opção é: acordar e agradecer porque estou viva e meu filho está vivo, está em casa! Porque ao longo desses sete anos aprendi muitas coisas, como aspirar secreção de sua traqueostomia, fazer manobras com ambu [equipamento médico e fisioterápico] para melhorar a parte respiratória, fazer curativos, manusear sua gastrostomia, conhecer mais de quinze tipos de “ãs” [expressão que o Pedro usa para se comunicar], mais de doze tipos de olhares e dez tipos de sorrisos.

doenca rara1Pedro de Homem-Aranha, durante festa na escola Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Seus aparelhos tornaram-se meus aliados. Sua beleza jamais foi afetada por sua traqueostomia ou por qualquer deformidade que tenha aparecido no decorrer desses anos, pelo contrário, sempre fiz questão de mostrar o mundo para ele.

E ele para o mundo!Mostrar o quanto ele é capaz de viver com qualidade de vida! O quanto é feliz! Sim, apesar de tudo!

Nunca tive vergonha do meu filho. Aceitei sua condição e abracei novos desafios para que ele pudesse conhecer o mundo, independente do que as pessoas pensassem, falassem ou como olhassem para nós.

Pedro frequenta escola regular e esforço da mãe é 24 horas para fazê-lo ter uma infância completa Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Estudei, aprendi, fiz amizade com outras mães, corri atrás de tudo para que pudesse colocá-lo com todos os seus aparelhos dentro do carro e saíssemos para viver a vida. E assim fazemos até hoje.

Há quatro anos Pedro frequenta escola regular, vai a festas, shoppings, teatro, cinema, tem amigos e, tenho certeza absoluta, que as pessoas que convivem com Pedro são seres humanos melhores depois que conheceram a ele. Seus amigos são crianças solidárias, carinhosas, prestativas e com uma empatia enorme.

Quanto a mim, sou uma privilegiada. Ser mãe do Pedro me ensina todos os dias a dar valor ao ar que eu respiro.Valor a vida! Ser mãe é uma oportunidade quase indescritível, um amor realmente incondicional. Ter um filho é fácil, ser mãe é outra história…

Beijos carinhosos!

Graziela Ducati

Mãe do Pedro, 44 anos, casada

Autora no blog – Escola para Pais www.escolaparapais.blog.br (Aba Pedro)

Insta: grazieladucati

Facebook: Graziela Ducati

Fonte:http://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br

Se amamos tanto as mães, por que as tratamos tão mal?

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Véspera de Dia das Mães é sempre a mesma coisa: mensagens inspiradas, declarações de amor e, como não poderia faltar, compra de presentes. Homens e mulheres, crianças e adultos de todas as idades homenageiam as suas mães, até porque a maternidade parece ser um dos fenômenos mais respeitados de nossa cultura. Mas só parece.

Na verdade, a sociedade usa a maternidade como forma de controle. Criamos meninas para serem mães e fazemos essa preparação de muitas formas, seja por meio da boneca dada exclusivamente às crianças do sexo feminino ou pelas constantes cobranças ambivalentes quanto a sexualidade quando o período biológico de reprodução começa. São cobranças por recato para que a mulher não acabe grávida de “qualquer um”; e são cobranças para que essa mulher engravide quando sua idade começa a avançar um pouco ou quando ela se casa com um homem. A cultura da maternidade é monogâmica, patriarcal e muito moralista. Tratamos mulheres como pessoas destinadas a serem mães e, para que esse quadro seja ideal, precisa vir acompanhado de um relacionamento estável com um homem, de preferência culminado em uma formalidade matrimonial.

Diversos equívocos se iniciam a partir da ideia de que as mulheres e a maternidade se relacionam intrinsecamente, sem levar em consideração a escolha subjetiva de cada mulher enquanto indivíduo. Aquelas que não desejam ter filhos são tidas como aberrações e constantemente persuadidas a mudar de opinião: “Quando você for mais velha, vai pensar diferente”, diz o mantra. Com uma perversa ironia, essa mesma maternidade interpretada como o “milagre da vida” é tratada como um castigo, um fardo eterno com o qual a mulher deverá ser punida se engravidar por acidente – especialmente caso tenha relações sexuais por prazer. Não importa se ela tem condições ou não para criar uma criança; “Engravidou, agora aguenta”.

Além disso, enfrentamos constantemente vários problemas relacionados à capacidade de se tornar mãe: muitas empresas não contratam mulheres casadas ou que pretendem ter filhos, enquanto muitas outras aderem à demissão pós-licença maternidade. Há uma seríssima questão de violência obstétrica em nosso país, onde muitas mulheres não podem sequer escolher que tipo de parto terão e, após o nascimento do bebê, eventualidades como depressão pós-parto são temas cercados de incompreensão e a autonomia feminina é muito cerceada, além dos incontáveis constrangimentos pelos quais passam as mulheres que amamentam em público. Isso sem mencionar o modo como nos abstemos de compartilhar com essas mulheres o cuidado das crianças – que, segundo o ECA, são responsabilidade de toda a sociedade – e os afazeres domésticos, que apenas muito raramente são efetuados pelos homens. Com a desculpa cínica de que “ajudamos”, aderimos a uma ou duas atividades de limpeza e organização, e ainda afirmamos que estamos colaborando. Afinal, se amamos tanto as mães, por que as tratamos tão mal?

Devido a esse tratamento imposto às mães, a maternidade aparenta servir muito mais como uma espécie de demarcação de limites e papéis sociais do que como algo a ser celebrado. Como sociedade, obrigamos mulheres a serem mães e causamos todos os tipos de violência sobre elas; mas achamos que fica tudo bem se publicarmos um poema espiritualizando a maternidade e gastarmos dinheiro com consumo desnecessário no segundo domingo de Maio.

Para as mulheres e mães que fazem parte do movimento feminista e voltam seus esforços também para as reivindicações que envolvem a maternidade, o quadro é péssimo. Há muito o que mudar e melhorar e precisamos pensar a respeito do “ser mãe” também a partir do “não ser mãe”, debatendo pautas como, a adoção por casais do mesmo sexo, crianças abandonadas, parto humanizado, licença paternidade e a participação efetiva dos pais na criação dos seus filhos. Assim superamos a névoa que disfarça a misoginia e podemos oferecer às mulheres dois presentes genuínos no Dia das Mães: a escolha livre e o respeito à autonomia.

Por Jarid Arraes